No último domingo (13) participei da minha oitava prova de Corrida de Rua. Para minha felicidade fiz meu melhor tempo em percurso de 10 quilômetros com menos de uma hora. Cumpri a prova com 58 minutos e 40 segundos. Aos leigos isso pode até não significar nada, mas para quem pratica a corrida sabe que um minuto a menos é muito diante do esforço e da vontade de a cada prova melhorar seu tempo. Sendo assim, cada milésimo de segundo são supervalorizados.
Há um ano e oito meses adotei a corrida como aliada para melhoria da minha qualidade de vida. Comecei correndo sozinha e com cronômetro nos dez minutos e pronto! Hoje sigo recomendação técnica do Educador Físico Ney Souza e faço, ou pelo menos me esforço para realizar o treino semanal. Além do cronômetro (hora, minutos e segundos), os quilômetros são meus medidores de desenvolvimento da corrida.
Não sou esportiva e nem exemplo de disciplina nos treinos, mas faço da corrida uma prática super saudável para ter equilíbrio de corpo e de mente. Quando a cabeça vai bem, o corpo agradece! Quando o corpo também vai bem a cabeça também agradece! E como agradece!
Corro para poder gastar energia, ter um bom condicionamento físico e ao mesmo tempo recuperar o ânimo para conseguir realizar bem as funções de ser mulher, esposa, dona de casa, jornalista, amiga, irmã, cristã. Em vez de me jogar na cama pós os treinos, tenho muito mais vontade de fazer acontecer, de querer sair por aí, querendo conquistar outras coisas.
É a corrida faz isso comigo! No domingo descobri que não é só comigo. Encontrei minha colega de profissão Luciane Mildenberger, que corre há cerca de oito meses pelas ruas de Cuiabá em busca também de melhoria de qualidade de vida.
Encontrá-la na III Corrida de Várzea Grande foi sensacional! Meus companheiros de corrida de Rondonópolis, do Grupo Vitallity, não puderam participar desta prova, então eu estava me sentido sozinha, deslocada no meio de várias pessoas e sem alguma identificação. Quando vi a Luciane correndo, aumentei minhas passadas, apliquei as técnicas de corrida (é não basta correr, tem que ter técnica), arrumei a postura, equilibrei a respiração, e fiquei do lado dela e já fui anunciando: “Jornalistas também correm!”.
Fiquei tão empolgada de encontrar a colega, que disparei na corrida. Por alguns metros corri a frente de Luciane. Só que não consegui manter o ritmo e ela me passou linda, leve e correndo! Durante a prova nos encontramos no percurso e depois no final da competição. Luciane chegou muito bem, cumpriu a prova em 55 minutos. Um excelente tempo para quem não vive de corrida de rua.
Nos cumprimentamos felizes da vida por termos realizado mais uma prova de corrida de rua. Lá mesmo, com a adrenalina a flor da pele combinamos de incentivar nossos colegas jornalistas a praticarem atividade física. Sendo assim, aqui vai meu recado: Correr é colocar o corpo em movimento, é balançar os esqueletos, é possibilitar que todos os músculos trabalhem, trabalhem. Correr é mexer os membros inferiores e superiores e ajudar a cabeça entrar nos eixos. Correr é se permitir gastar energias e acumular vontades de querer fazer mais, de correr cada vez mais.
Luciane é com você: “a corrida de rua se tornou um hobby na minha vida sempre tão atribulada. Nunca conseguia achar tempo para cuidar de mim, da minha saúde e do meu bem-estar, só pensava em trabalho, trabalho e trabalho. Foi quando descobri que no meu ambiente de trabalho tinha um grupo de corrida, o Sefaz Runners, que treinava quatro vezes por semana. Confesso, no início foi difícil, mas correr é um vício fascinante, e depois que a gente começa, não quer parar mais. Hoje eu treino com o grupo as segundas, terças, quintas e sábados, sem faltar um dia. Levantar de madrugada que para mim sempre foi um sacrifício, hoje é uma alegria. Acordo às 4h da manhã de sábado para correr, acredita? E pior, eu adoro, é uma satisfação tão grande. Portanto, colega jornalista, faça como eu e a Caju, dê o primeiro passo, ou melhor, corra o primeiro quilômetro. Vai fazer muito bem para sua saúde, sua disciplina, seu prazer e, acima de tudo, para sua vida!”
Julianne Caju, cuiabana de tchapa e cruz, moreninha do CPA, jornalista em Rondonópolis, assessora de imprensa da Fundação MT e da TMG




