Ficha Limpa ou Ditadura do Judiciário?

Sissy Cambuim

Ainda nos dias de hoje nos pegamos comemorando, sem saber direito como ou por que, o fim da ditadura militar e nessa sexta (17.02) a população exibe com orgulho a aprovação da Ficha Limpa, mas será, realmente, que este é o melhor caminho para a democracia?

Há 23 saímos às ruas pedindo Diretas Já!, lutamos pelo direito de escolher os nossos candidatos e hoje, comemoramos o atestado de não ter acertado em nossas escolhas. Precisamos pedir que a Justiça nos impeça de votar em quem já foi condenado porque nosso bom senso nos impediu de fazer boas escolhas. Se todas as opções são ruins, temos o direito de não votar em ninguém, se é o sistema que não funciona, já provamos que temos força para poder mudá-lo, mas preferimos nos iludir.

Hoje, acordamos com a ilusão de que a inelegibilidade, pelo período de oito anos, pode moralizar a política, mas como, se não conseguimos moralizá-la ao longo de décadas? Os ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Celso de Mello e Cezar Peluso estão sendo amplamente criticados por entender que a Lei da Ficha Limpa é inconstitucional. E acreditem ou não, esses ministros estavam cumprindo plenamente sua função, que é zelar pela Constituição Federal.

A legislação, que nasceu da vontade do povo, como uma lei deve ser, condena à inelegibilidade políticos condenados por órgão colegiado, mesmo que eles ainda recorram, em instâncias superiores, da decisão que os condenou. Eles podem reverter a condenação no futuro, mas poderão reverter o fato de não poderem ter sido eleitos?

E você, garante que acompanhou a atuação do candidato em quem votou e se satisfez com ela? Observou com critérios seu candidato, da mesma forma que analisa um funcionário a ser contratado? Já é costume das empresas pedirem certidão negativa de antecedentes para atestar a boa índole de seus possíveis empregados, mas isso não impede que ele seja avaliado e fiscalizado no dia a dia no seu trabalho.

Muitos discursos defenderam aprovação da Ficha Limpa como forma de moralização da política o que, na verdade, não passa de um tapa na cara da sociedade. A moralização não é na política, e sim na população, que precisa que alguém aponte a ela quem pode e quem não pode ser votado, exatamente como era nas eleições indiretas.

A diferença, agora, é que quem vai indicar os nossos candidatos não são parlamentares, mas juízes, das mais diversas instâncias. Se passamos tanto tempo reclamando da morosidade no Judiciário, por que delegar a este Poder a prerrogativa de nos dizer em que votar ou não?

O pior é que já tivemos uma pequena prova de degustação do que está por vir. Candidatos concorrendo sub-júdice, condenados pela Lei da Ficha Limpa em 2010, sendo campões de voto em seu colégio eleitoral. É a política mesmo que precisa ser moralizada?

Enquanto reclamamos do sistema Judiciário, quanto tempo passamos nos perguntando o motivo da morosidade? Será que se o Supremo Tribunal Federal (STF), que tem como função analisar matérias de constitucionalidade, não tivesse que julgar tantas ações de políticos, que respodem no Supremo em função de seu foro privilegiado, os julgamentos não seriam mais céleres? Será que se o Judiciário fosse tão ilibado para ter o poder de nos dizer em que ou não votar, haveria tantos recursos? As decisões entre uma instância e outra seriam tão divergentes?

O que nos falta aprender é que quem compra seu voto, também pode comprar uma sentença! Moralizar a política é um dever de análise da própria moral.

Apesar de acreditar que a lei da Ficha Limpa é sim, inconstitucional e até antidemocrática, reconheço que o excesso de zelo não faz mal. Mas para exercê-lo com responsabilidade e poder, de fato, comemorar uma vitória para a população, temos que lutar por ela, o que significa que nosso dever é redobrado. Agora, não nos basta fiscalizar os políticos que elegemos, mas também os membros do Judiciário que os sentenciam, se não, correremos o sério risco de ver nossos netos brigando pelo fim da ditadura do Judiciário.

Sissy Cambuim é jornalista em Cuiabá.

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Carnaval dos Jornalistas

Neste domingo (19.02) tem o carnaval dos jornalistas. O bloco Imprensando o Bebum vai reunir o pessoal no Clube de Esquina (Marechal Deodoro esquina com Floriano Peixoto), a partir das 19 horas. A animação será de Raul Fortes e Orquestra Jazz, Farofa e Samba.

O abadá da festa “Imprensa q’eu gosto!” custa R$ 20,00, e aí os foliões pagam o que consumirem no local.

Você pode escolher camisetas com e sem manga e nos tamanhos P, M, G e GG. O número de camisetas é limitado, então corra. Ah! Você pode comprar por telefone que o Gilmar Ramos faz a entrega e recebe, lógico. O telefone do Sindicato é (65) 3025-4723.

A festa “Imprensa q’eu gosto!” é uma realização do Sindjor/MT, por meio da Gestão “O Sindicato é Você”. Para outras informações ligue (65) 3025-4723, das 8h às 14h.

 

 

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Dia do Repórter

Em 16 de fevereiro é comemorado o dia do repórter, profissional caçador de notícias, que nos informa a cada dia todos os fatos ocorridos no mundo.

Ser repórter é colher informações verdadeiras e prepará-las para a divulgação, que pode ser feita através da televisão, dos jornais impressos ou de revistas, pelo rádio e, atualmente, pela internet.

Mas preparar uma notícia não é coisa fácil. Exige conhecimentos e técnicas específicas da área jornalística, além de envolver a pesquisa e a confecção da notícia.

O primeiro modelo de reportagem surgiu com a invenção da tipografia, em meados de 1440, criada por Johan Gutemberg, onde o sistema de impressão era feito com tipos de metal e com as letras em alto relevo.

Após o período da revolução industrial, as técnicas de impressão ganharam mais rapidez e qualidade, aumentando as publicações.

Os noticiários em rádio chegaram ao Brasil através de Edgard Roquete Pinto, considerado “o pai do rádio”, onde o mesmo previu que o objeto se tornaria um transmissor da cultura popular. Em 1922 foi realizada a primeira transmissão, expondo o discurso do presidente Epitácio Pessoa sobre os cem anos da Independência.

A primeira rádio emissora foi fundada por Oscar Moreira Pinto, em 1919, a Rádio Clube de Pernambuco, sendo seguida pela Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, em 1923.

Em abril de 1950, tivemos o primeiro canal televisivo do país, mas as transmissões com maior qualidade só foram possíveis com a inauguração da TV Tupi. O primeiro telejornal foi apresentado em 19 de setembro, com o nome de “Imagens do Dia”, apresentado por Ribeiro Filho.

Com a evolução dos meios de comunicação, chegamos à era da informatização, onde as notícias correm de forma bem mais rápida. A globalização e o acesso à internet possibilitam que, em tempo real, acompanhemos um fato acontecido do outro lado do mundo.

Um repórter deve trabalhar com ética, buscando sempre a verdade sobre a notícia, sem fazer alarde ou sensacionalismo com a mesma. É ético também apresentar uma linguagem objetiva e clara, desvinculando o jornalismo da literatura.

Com isso, consegue atingir todas as classes de leitores, levando para os mesmos os fatos ocorridos, as notícias, que são consideradas direitos de todos e, portanto, vistas como bens públicos.

Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola

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Paparazzi – Prêmio Destaque Senai em Jornalismo

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5º Global Media Forum

De 25 a 27 de junho, a Deutsche Welle realizará, pela quinta vez consecutiva, em Bonn, na Alemanha, o Global Media Forum. Neste ano, a conferência internacional de mídia terá como tema “Cultura. Educação. Mídia – Moldando um mundo sustentável”.

O principal evento do encontro, que contará ainda com outras 50 atrações paralelas, discutirá a contradição de se viver um mundo cada vez mais conectado e com múltiplas possibilidades de acesso à informação, mas que ainda registra cerca de 850 milhões de pessoas analfabetas ao redor do planeta. E não apenas em regiões pobres ou subdesenvolvidas, pois mesmo em uma nação altamente industrializada como a Alemanha, 14% da população mundial pode ser considerada analfabeta funcional.

Em 2002, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas aprovou uma resolução para declarar o período de dez anos, entre 2005 e 2014, a Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável. Tomar um olhar interino revela que o assunto não perdeu nada de sua relevância e que é cada vez mais evidente que educação e cultura formam a chave para a coexistência pacífica e de um futuro sustentável.

Em 2012, o 5º Global Media Forum examinará o papel e a responsabilidade dos meios de comunicação com suas imagens e mensagens no que diz respeito ao direito à educação, à diversidade cultural e novos métodos de aprendizagem, por exemplo. Em suas discussões, a conferência de 2012 vai reunir usuários e produtores de mídia, cientistas, especialistas do setor de energia, políticos, bem como representantes de organizações internacionais, organizações de base e organizações não-governamentais com o intuito de discutir e responder questões importantes como: Como eles podem servir para aumentar a consciência e a importância essencial da educação para o desenvolvimento sustentável? Pode a mídia realizar atividades educacionais? Será que os meios de comunicação servem como um modelo para apresentar e transmitir conteúdo educativo? Como pode a mídia contribuir construtivamente para a diversidade cultural?

O programa preliminar do evento, bem como outras informações podem ser encontradas no site: www.dw-gmf.de.

Os jornalistas interessados em participar do evento podem se candidatar através do Formulário de Registro disponibilizado no site da Embaixada da Alemanha em Brasília, que encaminhará, após uma pré-seleção, os pedidos para a Deutsche Welle. A emissora será a responsável por selecionar e convidar os jornalistas participantes. Vale ressaltar que o idioma do seminário é o inglês e que os custos da viagem deverão ser arcados pelos convidados e que apenas em casos excepcionais a DW se colocará à disposição para ajudar nas despesas.

Serviço:
5° Global Media Forum – Deutsche Welle
“Cultura. Educação. Mídia – Moldando um mundo sustentável”
Data: de 25 a 27 de junho
Local: Bonn, na Alemanha

Contato:
Martina Hackelberg
pr-1@bras.diplo.de
Tel.: (61) 3442-7009
www.alemanja.diplo.de
www.brasil.diplo.de/imprensa

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