Monthly Archives: fevereiro 2012

12 redes sociais bizarras da internet

Conheça alguns sites de relacionamento com propostas incomuns e públicos bastante específicos.

Por Nilton Kleina

Nos últimos anos, a internet foi invadida pelas redes sociais – e não só por aquelas que fizeram sucesso mundialmente. Dentro do universo virtual, várias ideias de integração surgiram para todo o tipo de pessoa, mas nem todos são realmente úteis ou chamativos.

Longe da popularidade ou da potência de um Orkut, Facebook ou Twitter, essas redes possuem um público mais escasso, mas não deixam de despertar curiosidade. O Tecmundo preparou uma seleção com as redes sociais mais bizarras e incomuns da rede. Confira:

Só para VIPs

Talvez o membro mais famoso da lista, o Beautiful People já virou moda entre os galãs da web. A rede social segregada, que permite apenas usuários com boa estética, serve basicamente para encontrar um par ideal – e bonito, claro.

O cadastro é feito normalmente, mas você só é aprovado após uma série de votações feitas pelos integrantes da página, que dizem se você serve ou não para o grupo. Recentemente, o sistema mostrou que não é infalível.

Conexão animal

Seu animal de estimação está com dificuldades de encontrar um parceiro para viver um romance? Você precisa de dicas para manter um cachorro em casa? Pensando nessas dúvidas, algumas redes sociais fogem do foco humano e tentam algo mais sério do que apenas criar um perfil fake para seu bichinho.

O Catster, além de integrar os felinos através de perfis, serve para responder a dúvidas e compartilhar dicas de criação. Já o Critter aceita qualquer animal e, além de artigos, fotos e vídeos, é responsável por organizar a adoção de alguns de seus membros. O Doggie Dating é ainda mais específico: organiza encontros entre cães que estejam cansados de ficar sozinhos.

Atrás das grades, mas dentro da rede

A vida na prisão não é nada fácil. Na tentativa de amenizar o cotidiano de quem está encarcerado, algumas redes sociais esquisitas surgem com várias propostas diferentes. O PrisonVoice é bem organizado e foca nas amizades que podem ser desenvolvidas. Cada presidiário tem um perfil e, em um sistema similar ao do Facebook, interage com detentos de todos os cantos dos Estados Unidos.

Já o Meet-an-Inmate é mais direto: o perfil online serve para relacionamentos entre dois presidiários ou um preso e uma pessoa em liberdade. Como vários presídios não liberam a internet, a comunicação é feita por cartas.

Pulada de cerca virtual

A página mais recente da lista já virou notícia e polêmica, uma rede social para buscar amantes. Segundo a própria descrição do Second Love, a proposta é justamente “fugir da rotina” de um romance.

O site tem versões para vários países, incluindo o Brasil. Para visualizar fotos e entrar em contato com as pessoas, é necessário pagar uma assinatura especial.

Eu tenho um sonho

É comum que pessoas que tiveram um sonho esquisito procurem na internet sobre o significado de algum objeto ou acontecimento presenciado no pesadelo que acabaram de ter. Alguns sites, entretanto, levam isso bem mais a sério.

O REMcloud é quase um Twitter: anonimamente ou não, você posta o sonho para que todos saibam o que aconteceu e pode até realizar uma busca de termos para procurar pessoas que presenciaram algo similar.Tem até um “Trending Dreams”, com os temas mais recorrentes.

O matchAdream é um “banco de dados” de sonhos: você posta o seu, acessa o de outros e pode até pesquisar por diferentes significados em um dicionário especializado.

Turbinada com doações

Esse aqui é tão esquisito que nem parece real. As mulheres que criam um perfil no MyFreeImplants buscam apenas uma coisa: custear uma operação de implante de silicone.

Para os homens, resta apreciar as usuárias e criar um perfil de “benfeitor”, para ajudá-las com doações em dinheiro para a cirurgia. Após o sucesso da empreitada, o resultado final é postado – sem pornografia, claro. Por mais estranha que seja, a rede faz sucesso: segundo alguns depoimentos, é possível arrecadar cerca de US$ 5 mil em apenas um semestre.

Preparados para o pior

Os zumbis estão na moda e não faltam conselhos e até projetos concretos para escapar de um eventual apocalipse causado por essas criaturas, por mais improvável que pareça. Nesse caso, a internet também se mostra uma boa aliada: desde 2004, um grupo mantém vivo o Zombie  Preparedness Iniciative, uma rede social para quem deseja sobreviver após a instalação do caos por essas criaturas.

Através de postagens de dicas, aquisições de suprimentos, equipamentos ou objetos, os humanos trocam experiências na esperança de colocar seus conhecimentos em prática algum dia.

Viciados em cantar

Cantar bem é uma arte. Se você acha que se encaixa no seleto grupo de artistas com uma boa voz, nada melhor do que mostrar seu talento em uma rede social – especialmente se for através de um karaokê.

O RedKaraoke serve para postagem de vídeos para avaliação, além da possibilidade de baixar letras de música e melodias para seus próximos desafios. A lista brasileira é vasta e conta com vários artistas, de Chico Buarque até ilustres desconhecidos.

Listamos acima algumas das redes sociais mais esquisitas e curiosas da rede. Você já fez parte de algumas delas? Conhece alguma que deixamos de fora da seleção? Sugira outros sites nos comentários!

Fonte

 

 


 

 

 

 

 





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Eu quero um outro jornalismo

Por Keka Werneck

Eu quero um outro jornalismo, viu Enock Cavalcanti. Um que tenha disposição de se indispor, como você me cobra sempre. Um outro jornalismo, como o proposto pelo Ailton Segura, que dê espaço ao pobre do repórter, para que ele possa se expressar e não ser apenas uma máquina tosca, repetidora, maritaca. Quero um jornalismo pé no chão, de acordo com Gibran Lachowski, que seja a voz do povo sofrido. Um jornalismo que questione os ricos o tempo todo, porque, como sabemos eu e Marcela Brito, quanto mais um ganha outro perde na lei do capitalismo.

Quero um jornalismo que saia incansavelmente às ruas, como o de Alecy Alves, para alegria da professora Sônia Zaramella, que lamenta o repórter burocrático, assentadinho em frente ao computador, telefone à mão, celulares ao bolso, asséptico. Um jornalismo que sua a camisa, que volta sujo para a redação, porém realizado no âmago.

Quero um jornalismo talhado em casa e depois em sala de aula, que chegue para romper e não para manter.

Quero um jornalismo fênix, capaz de ressurgir das cinzas, na linha Najla Passos, que, após a fadiga existencial, se reencontra, se redescobre e entra no jogo novamente.

Um jornalismo vigoroso e confiável, como o texto de Márcia Raquel ou de Ana Cláudia Drummond.

Não me contento com outro jornalismo que não seja um tanto literário, cuidadoso com as palavras e vivenciado com mais calma, como busca Marcio Camilo.

Um jornalismo que traga sim exclusividades, notícias em primeira mão, como gosta Téo Meneses, mas que saiba ir um pouco mais a fundo e articule os fatos entre si, como ele mesmo faz tão bem.

Quero um jornalismo romântico, como eu defendo todo dia. Um jornalismo afetuoso, como um abraço de Liana Meneses. Um outro jornalismo, que não seja fétido, que cumpra seu papel, que esteja sempre nos bastidores, que revele e não esconda. Um jornalismo digno como Antônio Carlos Silva. Ou íntegro, como Antônio Lemos. Um jornalismo que seja capaz de tocar a pele da gente, como as palavras de Rose Domingues. E que conte uma história tão bem, como Martha Batista.

Não quero mais esse jornalismo que oprime e que faz meus colegas infelizes, decepcionados, cabisbaixos, se sentindo fracassados.

Quero um jornalismo novo, como o sopro de esperança que vem trazer Renê Dióz ou Thiago Foresti.

Um fotojornalismo que soque o estômago da gente fazendo lembrar que a vida é dura, como diz Mary Juruna. Um jornalismo grandioso como registra José Luiz Medeiros, iluminado, tecnicamente deslumbrante, perfeito, regional, que foque o caboclo. Que ponha o índio nu e na aldeia como Mário Vilela.

Um jornalismo que busca um viés curioso e de repente nos toma de assalto, como faz Rodrigo Vargas. Que escolhe bem as pautas, a dedo, que nem se cata conchinhas na praia, as mais bonitas, interessantes, rajadinhas ou rosadas.

Quero um jornalismo de confiança, como quando leio o Jonas da Silva e sei que ele conferiu os dados. Um jornalismo que seja ímpar em meio ao comum, como eu vejo Jonas Campos fazer, que independa um pouco do veículo, seja mais autoral. Um jornalismo na veia, como o que injeta até hoje Rubens Valente.

Quero um jornalismo que diz o que tem que ser dito, como fez Ricardo Boechat denunciando os absurdos no despejo em Pinheirinho. Um jornalismo que chora diante do que é triste, lamentável, de cortar o coração, insustentável, nojento, medonho, criminoso. Que fica puto, que sai do sério e depois volta ao equilíbrio. Humano é assim! Mas não um jornalismo histérico, ensimesmado, vaidoso, que usa os fatos para promoção pessoal.

Quero um jornalismo que tenha antepassados, como Jê Fernandes, Nelson Severino, Severo Crudo, Mino Carta, Munir Sodré, Alberto Dines…

Um jornalismo militante, que levanta bandeira, como o de tantos sindicalistas. Que proponha mudanças, como a democratização da mídia e outras pautas urgentes, como Bia Barbosa, Leonor Costa, Pedro Pomar, Sílvia Regina.

Quero um jornalismo que contrarie o patrão, que ignore a linha editorial, que desafie o sistema midiático, que cuspa no chão e seja bruto também.

Quero um jornalismo radical, como a língua de Luana Soutos. Indignado, como a Dafne Spolti. Moderno como Euzyane Teodoro e charmoso como Tchélo Figueiredo e Kleber Lima.

Quero um jornalismo contra a corrupção e pelos direitos humanos todos!

Um jornalismo do bem, como Anderson Pinho. Que saiba ver também o lado bom das coisas, como Márcia Andreola.

Um jornalismo parcial como faz Rodrigo Viana e por isso mesmo mais honesto com o expectador, leitor, receptor, como queiram.

Quero um jornalismo reclamão, como Laura Lucena, primeira mulher repórter de rua em Mato Grosso. Capaz de loucuras!

Quero um outro jornalismo, mais envelhecido do que jovem, mais maduro do que imaturo, mais profundo do que factual, mais literário que fugaz, mais político do que sonso, mais preto do que branco, mais popular que elitizado, mais verdadeiro que mascarado, mais urgente do que descartável.

Quaisquer que sejam os jornalismos, que estão por aí ou por vir, são feitos por todos nós, braçais da imprensa.

Keka Werneck é jornalista em Cuiabá e diretora de Mobilização do Sindjor-MT

 

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E o Oscar vai para… a nostalgia e para a França!

André Luís Alves

Era quase certo que a Academia não iria contra os dois principais filmes indicados “A Invenção de Hugo Cabret” e “O Artista”. Além de juntos somarem 21 indicações, também foram vencedores nos principais prêmios que antecedem ao Oscar: Sindicato da Categoria, Globo de Ouro, BAFTA e Critics Choice Awards. Muitos críticos disseram que o Oscar iria privilegiar essas duas produções por falarem dos primórdios da indústria cinematográfica, o que seria uma indicação de que o cinema deveria voltar seu olhar para o passado ao pensar nos futuros lançamentos.

Independentemente da qualidade das produções – um pouco melhor que a média das últimas edições – quem ganhou mesmo foi a nostalgia. Além dos dois já citados, “Meia-Noite em Paris”, também abordou o início do século em Paris, e Meryl Streep, em “A Dama de Ferro”, aborda uma figura histórica, embora de um passado mais recente. “Vidas Cruzadas” também foi ao passado para falar de racismo. E até “Sete dias com Marilyn”, que não levou nada, também falava de um cinema e estrelas de outros tempos.

Querem mais nostalgia? Meryl Streep ganhou pelo seu excepcional talento e pelo seu recorde de indicações. E não nos esqueçamos de Christopher Plummer, o mais velho ator a ganhar um Oscar.

Outro fato muito interessante é que 11 estatuetas foram para filmes que reverenciam a França: “Meia-Noite em Paris”, de Woody Allen; o filme de Martin Scorcese, que se passa em Paris e homenageia o diretor (francês) Georges Méiles. E claro, a produção muda e em preto e branco de “O Artista”, com direção e atores franceses, que ganhou as principais estatuetas.

Só me resta uma dúvida: “O Artista” ganhou pela sua qualidade ou por homenagear a iniciante Hollywood dos anos 20?

Fora isso, acho que a maioria das premiações foi justa, apesar de acreditar que “A Árvore da Vida” merecia ter ganhado pelo menos um Oscar (de fotografia), já que dificilmente dariam outros prêmios a um filme tão belo, mas de difícil entendimento pelo grande público. E também “Planeta dos Macacos – A Origem”, que merecia o prêmio de efeitos visuais.

Mas o grande injustiçado talvez tenha sido mesmo “Rio”, do nosso diretor Carlos Saldanha. Já foi estranho não estar entre os indicados para melhor animação (Ok, “Rango” levaria de qualquer jeito, e merecidamente), mas perder o Oscar de melhor canção para aquela chatice de “Man or Muppet” foi uma vergonha. O que talvez explique a decisão de não executarem as duas músicas ao vivo durante a cerimônia, o que destacaria ainda mais a discrepância do prêmio.

Mas não é só de Oscar que vivem os bons filmes – a maioria não está lá. Vale a torcida para que os produtores ouçam a Academia e produzam filmes com mais qualidade de roteiro, produção e atuação e que a tecnologia sirva de complemento e não o destaque. A outra parte é do público, mas não custa ser nostálgico!

Lista de vencedores:

Filme
O Artista – Thomas Langmann

Direção
Michel Hazanavicius por O Artista

Roteiro Original
Meia-Noite em Paris – Woody Allen

Roteiro Adaptado
Os Descendentes – Alexander Payne and Nat Faxon & Jim Rash

Ator
Jean Dujardin por O Artista

Atriz
Meryl Streep por A Dama de Ferro

Ator Coadjuvante
Christopher Plummer por Toda Forma de Amor

Atriz Coadjuvante
Octavia Spencer por Histórias Cruzadas

Fotografia
A Invenção de Hugo Cabret – Robert Richardson

Montagem
Millenium – Os Homens que não Amavam as Mulheres - Kirk Baxter and Angus Wall

Direção de Arte
A Invenção de Hugo Cabret – Dante Ferretti (Design de Produção) eFrancesca Lo Schiavo (Decoração de Set)

Figurino
O Artista – Mark Bridges

Maquiagem
A Dama de Ferro – Mark Coulier e J. Roy Helland

Efeitos Visuais
A Invenção de Hugo Cabret – Rob Legato, Joss Williams, BenGrossman e Alex Henning

Trilha Sonora Original
O Artista – Ludovic Bource

Canção Original
“Man or Muppet” de Os Muppets – Letra e música de Bret McKenzie

Edição de Som
A Invenção de Hugo Cabret - Philip Stockton e Eugene Gearty

Mixagem de Som
A Invenção de Hugo Cabret - Tom Fleischman e John Midgley

Filme Estrangeiro
A Separação (Irã) – Asghar Farhadi

Curta-Metragem
The Shore – Terry George e Oorlagh George

Animação
Rango – Gore Verbinski

Animação em Curta-Metragem
The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore – William Joyce e Brandon Oldenburg

Documentário
Undefeated – TJ Martin, Dan Lindsay e Richard Middlemas

Documentário em Curta-Metragem
Saving Face – Daniel Junge e Sharmeen Obaid-Chinoy

 

André Luís Alves

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Educação é o melhor caminho para todos

A grande vencedora do prêmio Destaque Senai em Jornalismo foi a matéria “Educação é o melhor caminho para a indústria”, escrita por Caroline Pilz Pinnow, para a 26ª edição da revista Única, que circulou em agosto de 2011.

Acesse aqui e leia a reportagem que fala das oportunidades que Mato Grosso oferece para quem tem qualificação.

Como diz a colega Simone Alves, vencedora na categoria Impresso – Jornal, é hora de arregaçar as mangas e focar, pois novos prêmios virão por aí.

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Serviço de Utilidade Pública – Fim do horário de verão

Termina neste fim de semana o horário de verão. Assim, de sábado para domingo você vai ganhar uma hora. Isso mesmo, caso você acorde assustado no domingo, pois já são onze da manhã, take easy, ainda serão dez horas e ainda dará tempo de se organizar para o almoço com a família. Não entre em pânico!

Ah! A estação mais quente do ano continua até 20 de março, quando começa o outono.

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